Museu da Gulbenkian: uma renovação que é uma viagem aos anos 60

Museu da Gulbenkian: uma renovação que é uma viagem aos anos 60

Reabre este sábado, depois de mais de um ano fechado para obras, o Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa. O projeto de modernização recuperou as raízes do museu - e abriu o espaço aos jardins da fundação.

Oriana Barcelos - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa
Oriana Barcelos - RTP Antena 1

O Museu da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, reabre portas amanhã, depois de uma paragem de um ano e meio, para obras de modernização. Os arquitetos Frédéric Ladonne e Teresa Nunes da Ponte conseguiram duas coisas: uma viagem no tempo, e uma interligação do edifício com os jardins da fundação.

Em alguns aspetos, o museu regressou a 1969, ano em que abriu portas pela primeira vez. Há sedas nas paredes, há alcatifa no chão, como acontecia nas galerias europeias a meio do século XX. 
Foi uma opção do diretor Xavier Francesco Salomon, no cargo desde janeiro de 2026, um apaixonado não só pela coleção de Calouste Gulbenkian, mas também pelo espaço físico da fundação. "Creio que o que é realmente extraordinário - e que não acontece em mais lugar algum no mundo - é a ligação entre a arquitetura do edifício, a coleção e a natureza. E, nesse sentido, este é um museu único. 
Ele foi construído na década de 1960, num tempo em que se construíram grandes museus modernos em Nova Iorque, na Cidade do México, em São Paulo, em Berlim e em várias outras partes do mundo, mas este é realmente o único museu que faz essa ligação. Acho isso extraordinário. É um museu realmente único", afirmou à Antena 1.

Com a renovação agora inaugurada, o Museu Calouste Gulbenkian é também uma porta aberta aos jardins em torno. A luz entre sala adentro - é sempre motivo de espanto para quem visita.

As portas reabrem amanhã, dia dos 70 anos da fundação. Para celebrar há entradas gratuitas até ao dia 26 de julho.
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